Réveillon da ômicron teve vacinação na Praia de Copacabana

Postos de emergência funcionaram como pontos de vacinação, recebendo 370 pessoas horas antes da queima de fogos

Posto médico montado para atender emergências durante o Réveillon em Copacabana também funcionou como pontos de vacinação (Foto: Divulgação Prefeitura do Rio)

Em tempos de variante ômicron, o mais famoso Réveillon do país foi marcado por tempo chuvoso e público reduzido para evitar aglomerações. A festa também foi uma oportunidade para quem quis se vacinar contra a Covid-19. Ao todo, 370 pessoas receberam a primeira ou segunda dose ou a dose de reforço no último dia do ano em pontos de vacinação que funcionaram nos três postos médicos montados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na Praia de Copacabana. Durante a festa, foram 111 pessoas atendidas, a maioria com pequenos traumas como pancadas e cortes, ou pessoas que passaram mal por excessiva ingestão de bebidas alcoólicas.

Para muitas pessoas, a virada do ano mais popular do país dessa vez ficou mais restrita apenas para a “elite”, especialmente turistas nacionais e estrangeiros hospedados nos hotéis de Copacabana, que registraram superlotação, além de moradores do bairro. Metrô e ônibus foram interrompidos a partir das 20 horas, dificultando o acesso de ida e volta para quem viesse de outros bairros assistir à queima de fogos. Veículos de passeio, inclusive táxis e carros de aplicativos, também ficaram impedidos de entrar em Copacabana desde a tarde de sexta-feira (31), o que ajudou a reduzir o fluxo de pessoas.

Réveillon do Rio teve queima de fogos em Copacabana e mais nove pontos da cidade (Foto: Divulgação Riotur)

Incertezas com a chegada da ômicron

O Réveillon de Copacabana, que atraía mais de 3 milhões de pessoas até 2019 e foi cancelado em 2020, chegou a ser suspenso este ano por conta das incertezas em relação à chegada da ômicron,.  Uma semana depois depois, porém, pressionada por empresários do setor hoteleiro, a Prefeitura do Rio de Janeiro voltou atrás e, com aval do Governo do Estado, autorizou a festa, mas sem a realização de shows musicais, com objetivo de evitar aglomerações.

Na antevéspera do Ano Novo, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou, discretamente, que investigava 94 casos suspeitos de infecção pela variante ômicron. Dias antes, o Governo do Estado divulgava a suspeita de 43 casos, 28 na capital. Os casos confirmados de ômicron na cidade e no estado, entretanto, ainda não foram divulgados oficialmente, bem como o número atual de casos suspeitos e de internações por Covid-19 (inclusive as causadas pela ômicron) e pela epidemia de Influenza na cidade, provavelmente para não assustar os turistas.

O anúncio de que haveria queima de fogos também veio de última hora. A prefeitura informou que investiu R$ 12,142 milhões para viabilizar o espetáculo em 10 pontos da cidade e outros R$ 3 milhões vieram de dois patrocinadores. Além de Copacabana, o show pirotécnico aconteceu também em balsas no Aterro do Flamengo, na Zona Sul, e mais oito pontos terrestres: Parque Madureira, Igreja da Penha, Piscinão de Ramos e Ilha do Governador, na zona norte, e Sepetiba, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Bangu, na zona oeste.

Mesmo com segurança reforçada, houve arrastões

Apesar do cancelamento dos shows musicais, das restrições de acesso em direção à orla da capital e da previsão de chuva na virada do ano, milhares de pessoas compareceram às areias de Copacabana para assistir a 16 minutos de fogos de artifício. Mesmo com esquema reforçado de segurança, houve arrastões, 350 pessoas foram abordadas pelos policiais e sete foram detidas. Duas delas ficaram presas por envolvimento em roubos que culminaram em quatro pessoas esfaqueadas, todas com ferimentos leves e já liberadas. Foram apreendidas armas brancas e uma pistola. Houve furtos em série de celulares enquanto as vítimas tiravam fotos da festa.

Para a segurança do Réveillon de Copa este ano, foi mobilizado um total de 2.482 policiais militares para atuar tanto na orla da Avenida Atlântica e ruas internas, um efetivo 21% maior ao empregado no Réveillon de 2020 em Copacabana. Foram instaladas em pontos estratégicos 30 torres de observação (15 no calçadão e 15 na areia) e 64 viaturas foram usadas em pontos de maior visibilidade e 72 viaturas em outros pontos ou no policiamento dinâmico.
Pela primeira vez, as equipes de patrulhamento usaram câmeras portáteis, mesmo equipamento utilizado pelos policiais da Operação Lei Seca. Outra novidade tecnológica foi o registro de ocorrência pelo sistema BOPM On-line. Policiais das equipes de motopatrulhamento também atuaram em 32 pontos de bloqueio de trânsito de acesso ao bairro.

Volume de lixo é o menor da média histórica

A Comlurb montou uma megaoperação de limpeza no Réveillon de Copacabana (Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio)

Com o tempo chuvoso e o movimento abaixo da média registrada nos últimos anos até o Réveillon 2020, a quantidade de resíduos recolhidos pela Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Conlurb) na virada deste ano nos dez pontos de queima de fogos da cidade foi 50% menor que a média histórica de outros réveillons. Ao todo, foram removidas 320 toneladas, sendo 167 só em Copacabana, onde a operação incluiu a lavagem das pistas da Avenida Atlântica.

Ao todo, 4.372 garis participaram da operação na cidade. Para facilitar o trabalho, dessa vez a Comlurb instalou 1.985 contêineres nos dez pontos de queima de fogos, entre eles 685 metálicos de 1,2 mil litros e 1,3 mil plásticos de 240 litros, com capacidade total de coleta de 1.230 toneladas. O trabalho foi concluído às 9h em todos os locais e na sequência foi liberada a circulação de veículos.

A companhia destacou 120 garis para atuar exclusivamente na coleta seletiva em Copacabana, e foram colocadas quatro tendas para recebimento de materiais potencialmente recicláveis. Essa coleta gerou 2,3 toneladas de resíduos potencialmente recicláveis. Outros 12 garis trabalharam exclusivamente nos postos médicos instalados pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio na orla de Copacabana.

A operação da Secretaria Municipal de Ordem Pública do Rio (Seop) contou com 1.432 guardas municipais. Entre eles, 491 atuaram em ações de fiscalização e ordenamento do trânsito. O trabalho incluiu 87 reboques, que auxiliaram as equipes durante a restrição de estacionamento na orla de Copacabana e na fiscalização de irregularidades de trânsito nas vias do entorno.

Com Agência Brasil e Prefeitura do Rio

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