Rinite alérgica: como evitar que piore no outono

Chegada da estação faz aumentar as crises de rinite alérgica em quem tem propensão. Fazer o controle ambiental e seguir as instruções do médico são fundamentais

Rosayne Macedo

Doenças-de-outono-quais-sao-e-como-preveni-las

Aqui em casa, tanto eu quanto minha filha sofremos do problema, que costuma aumentar nesta época do ano. Estamos incluídas na grande parcela da popução brasileira – 20% a 30% – que tem rinite rinite alérgica. Os sintomas mais comuns são prurido (coceira) nasal e/ou ocular, coriza, obstrução nasal e espirros, que ocorrem fora de períodos de resfriados.

As estações de outono e inverno são mais favoráveis à piora da rinite alérgica. Isso por conta da inversão térmica e do maior contato com poluentes nesta época do ano. Os poluentes inalados promovem uma inflamação em uma mucosa nasal previamente inflamada pelo processo da rinite. 

Segundo especialistas, isso é causado pelo maior contato com alérgenos e com agentes infecciosos em ambientes internos e de poluentes em ambientes externos. São vários os desencadeadores da rinite, como vírus, poeira doméstica, ácaros do pó doméstico, pelo de animais e polens.

A rinite é um processo inflamatório da mucosa nasal, que pode ser agudo quando se trata de infecções virais ou bacterianas. Já nos casos crônicos, destaca-se a rinite alérgica. As mudanças bruscas de temperatura, em especial do quente para o frio, ocasionam uma diminuição nos batimentos ciliares da mucosa nasal, o que favorece a penetração de agentes infecciosos.

Os vírus tê facilidade para penetrar na mucosa nasal inflamada do paciente com rinite”, explica Maria Cândida Rizzo, coordenadora do Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Rinite e sinusite: quais as diferenças e como combater

Principais sintomas

Entre os sintomas mais comuns estão espirros, prurido, obstrução nasal e coriza. Algumas pessoas podem apresentar também sintomas oculares associados, como olhos vermelhos, lacrimejamento e fotofobia (a sensação de sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz).

Como sintomas secundários estão os pruridos de palato de conduto auditivo. A inalação de poluentes por indivíduos com rinite alérgica potencializa o processo inflamatório preexistente na mucosa nasal.

Como prevenir

É difícil prevenir a rinite alérgica, mas alguns cuidados podem contribuir para uma melhor qualidade de vida do paciente, como seguir corretamente o tratamento indicado pelo médico especialista e fazer controle ambiental.

Evitar exposição à fumaça de cigarro, manter o ambiente domiciliar e/ou de trabalho o mais limpo possível e evitar exposição a mudanças abruptas de temperatura do ar são algumas providências a serem tomadas pelos pacientes com rinite alérgica”, alerta Dr. Solé.

Como tratar

Para tratar a rinite é preciso evitar o contato com os alérgenos inalados aos que o paciente apresenta sensibilização (aumento de IgE específico) e usar medicamentos que variam de acordo com a frequência e a gravidade de sintomas, além do uso de imunoterapia específica (vacinas contra os alérgenos que ocasionam sintomas). O tratamento, de modo global, visa a diminuição do processo inflamatório crônico que permeia os quadros de exacerbação de rinite alérgica.

O tratamento deve ser feito à base de anti-histamínicos orais e corticosteroide tópico nasal, cromoglicato dissódico, antileucotrieno. Também é indicada a imunoterapia (vacina de alergia), que pode ser feita em conjunto com os medicamentos”, explica Dr. Dirceu Solé, diretor científico da Asbai.

Tecnologia como aliada

A tecnologia também é aliada no controle da doença. O aplicativo chamado Diário de Alergia permite que o paciente controle os sintomas da sua rinite e, no caso de piora, o próprio App sugere procurar o médico ou iniciar tratamento.

Fonte: Asbai

In the news
Leia Mais