‘Salve a Fernandinha’: campanha pode garantir a vida de menina de 11 anos

Car-T Cell, não disponível no Brasil, é único tratamento que pode salvar vida de Fernanda Manzutti, diagnosticada com Leucemia Linfóide Aguda

Recentemente, Fernanda teve alta de hospital da capital paulista, após tratar uma infecção (Foto: Divulgação)

Moradora de Jundiaí (SP), Fernanda Manzutti, de 11 anos, a Fernandinha, sempre foi uma menina saudável, cheia de vida e com uma vontade imensa de viver e interagir com as pessoas. Em dezembro de 2019, ela começou a sentir dores nas pernas, e como era muito ativa – fazia balé, jazz, natação e ainda participava do corpo de baile da escola onde dançava -, a princípio ninguém achou que pudesse ser grave.

Depois de muitas dores e uma incessante visita a médicos e especialistas, em 17 de fevereiro de 2020 ela foi diagnosticada com Leucemia Linfóide Aguda (LLA), um câncer agressivo que atinge o sistema imunológico e a medula óssea, uma doença que não espera. De lá para cá, todos tratamentos disponíveis no Brasil foram tentados, sem sucesso.

Fernanda Manzutti, de 11 anos, em sua casa, recebe presentes de amigos da família: a busca pelo tratamento continua (Foto: Divulgação)

Desde que recebeu o diagnóstico, todos os tratamentos disponíveis no Brasil foram tentados: quimioterapias e imunoterapias, sem sucesso. Família e amigos também chegaram a fazer campanha na busca por doadores compatíveis de medula óssea – no entanto, após uma fase que seria de preparo para receber um transplante, foi constatado que, para Fernanda, esse procedimento seria em vão.

Em meados de maio deste ano, a equipe médica reuniu a família para apresentar a única possibilidade para cura: o tratamento CAR-T CELL, disponível apenas no exterior, mas com boas chances de sucesso.
A partir daquele momento, começou uma enorme movimentação de familiares, amigos e posteriormente famosos e outros cidadãos comovidos com a história da Fernandinha. Uma campanha foi lançada numa plataforma de crowdfunding.

Saiba como ajudar a Fernandinha

As doações podem ser feitas do seguinte modo:
PIX 11 97540-9718 Melissa Manzutti de Freitas
www.vakinha.com.br/vaquinha/salve-a-fernandinha

Páginas oficiais:
Instagram: https://www.instagram.com/salveafernandinha/
Facebook: https://www.facebook.com/salveafernandinha/

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Entenda como funciona o novo tratamento

O CAR-T CELL tem um custo muito alto e orçado de modo personalizado de acordo com a condição de cada paciente. Os pais dela estudam orçamentos que têm recebido de hospitais de outros países. Para fazer uma viagem, Fernanda precisaria também ter um avião fretado equipado como UTI, o que faz os custos se elevarem.

No total, ela precisa de 8 milhões de reais, o equivalente a 1,5 milhão de dólares. A campanha atingiu, até o momento, 55% do valor. Só será possível fazer a viagem com a arrecadação do valor total. Enquanto o objetivo não é alcançado, Fernanda passa constantemente por quimioterapia, com o objetivo de se manter forte para o tratamento. Mas o câncer avança e essa luta toda é uma corrida contra o tempo.

Mais sobre CAR-T CELL

O CAR-T CELL é um tratamento revolucionário de terapia genética que realiza uma reengenharia das células de defesa para que estas eliminem especificamente as células cancerígenas – ou seja, o próprio organismo do paciente passa a ser um remédio contra o câncer. Funciona assim: o sangue do paciente é coletado para que seja isolado um tipo de leucócito (célula de defesa) conhecido como linfócito T, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo.

O linfócito reconhece antígenos existentes na superfície de células de agentes infecciosos ou de tumores e desencadeia a produção de anticorpos – quando uma pessoa está com câncer, significa que esse sistema de detecção doenças foi driblado. Com auxílio de um vírus alterado em laboratório, um novo gene é introduzido no linfócito T extraído. Ele então passa a apresentar em sua superfície um receptor capaz de reconhecer o antígeno específico do câncer a ser combatido.

Em 2019, o tratamento foi testado no Brasil, pelo Centro de Terapia Celular, da USP em Ribeirão Preto, em um paciente de 63 anos a quem restava apenas tratamento paliativo, com expectativa de vida de no máximo um ano. Pouco mais de 30 dias depois, ele não apresenta mais sintomas clínicos nem laboratoriais da doença. No momento não há estudos disponíveis que poderiam beneficiar a Fernandinha no Brasil.

*Com informações do site Jornal da USP.


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1 Comment
  1. […] de vulnerabilidade social e uma parte do valor arrecadado com o desafio será doada para a campanha “Salve a Fernandinha”, que busca ajuda para pagar o tratamento contra a Leucemia Linfóide Aguda […]

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