Setembro Verde: saiba como prevenir o câncer de intestino

A estimativa do Inca para este ano é de 36.360 novos casos – 17.380 homens e 18.980 mulheres. O número de mortes foi de 15.415 em 2013. Simpósio no Rio vai reunir profissionais

Redação
Alimentação saudável é um dos principais cuidados para a prevenção do câncer (Foto: Reprodução de internet)
Alimentação saudável é um dos principais cuidados para a prevenção do câncer (Foto: Reprodução de internet)

O segundo câncer que mais mata no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), não costuma estar entre os mais conhecidos da população: o câncer de cólon. A alta taxa de mortalidade assusta, especialmente considerando que é um tumor com grandes chances de cura quando é diagnosticado precocemente. A estimativa do Inca para este ano é de 36.360 novos casos – 17.380 homens e 18.980 mulheres. O número de mortes, conforme levantamento de 2013, é de 15.415 (7.387 homens e 8.024 mulheres).

Para mudar esse cenário de desconhecimento, foi criada a campanha Setembro Verde, que durante todo o mês irá divulgar informações sobre o câncer de intestino e formas de prevenção. A Sobest – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências aproveita a iniciativa para promover a orientações sobre o cuidado especializado que muitos pacientes que passam por cirurgia no tratamento desta doença podem necessitar.

De 5 a  7 de setembro, o Rio de Janeiro recebe o II Simpósio de Estomaterapia do Sudeste. Enfermeiros e profissionais em geral da área da saúde poderão conhecer mais sobre essa especialidade, essencial para a segurança do paciente. A reunião dos profissionais no Rio de Janeiro, uma das cidades com mais enfermeiros estomaterapeutas no Brasil, faz parte das ações do Setembro Verde, com objetivo de abordar a atuação do estomaterapeuta no tratamento dessa doença.

Prevenção e diagnóstico precoce

De acordo com a Sobest, o mais importante é trabalhar com a prevenção do câncer colorretal. Entre os fatores de risco, não se deve desconsiderar a existência de história familiar, em especial de parentes de primeiro grau com adenomas diagnosticados, especialmente antes dos 60 anos de idade; · história pessoal pregressa de adenomas ou câncer de mama, ovário ou endométrio; · história de doenças inflamatórias intestinais como a colite ulcerativa crônica e doença de Crohn e certas condições hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar e o câncer colorretal hereditário sem polipose.

“Caso haja sinais como sangramentos retais, presença de muco nas fezes, mudanças no hábit o intestinal, perda de peso, cansaço/ fraqueza, anemia, o serviço de saúde deve ser acionado o mais rapidamente possível para que sejam realizadas as investigações necessárias e assim, caso seja realmente um câncer, este possa ser tratado com agilidade e eficiência”, destaca a presidente da Sobest, Maria Angela Boccara de Paula.

Cuidados com a alimentação, ingesta de fibras, pratica de exercícios físicos e desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis são essenciais para manter o corpo em boas condições e, portanto, contribui para prevenir inclusive o câncer do intestino. A realização de exames específicos, como a colonoscopia, em pessoas com mais de 50 anos é uma medida de prevenção importante. Qualquer sinal de sangue ou muco nas fezes deve ser comunicado ao médico e deve ser investigado, bem como a presença de lesões ou qualquer área na região perianal com características diferentes das normalmente observadas também devem ser avaliadas pelo profissional.

Tratamento adequado

“Em alguns casos cirúrgicos, o paciente pode precisar usar uma bolsa coletora, quando a operação gerar uma estomia, uma nova comunicação do intestino para o meio externo.   “O estomaterapeuta é o profissional que vai ajudar durante todo o processo, desde o pré-operatório, na preparação e orientação sobre a estomia e os equipamentos coletores, entre outras informações para diminuir a ansiedade do paciente e familiares”, destaca Angela Boccara.

O profissional também auxilia na recuperação fisiológica e no processo de reabilitação do paciente, com ensino do autocuidado, prevenção de possíveis complicações, acompanhamento pós-operatório até o encaminhamento para o Programa de atenção às pessoas com estomias nos polos de atenção, em que em geral também se encontra o enfermeiro estomaterapeuta

Muitas vezes grande número de pacientes não tem acesso ao enfermeiro estomaterapeuta, o profissional qualificado para dar todo o suporte e cuidar de pessoas com estomias. Há dois anos a Sobest divulga a campanha “Eu mereço um Estomaterapeuta”, para conscientizar a população sobre os direitos e cuidados aos pacientes e discutir a expansão da especialidade no país.

Fonte: Sobest, com Redação

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