‘Temos que reconstruir o SUS em 2023’, diz Gonzalo Vecina

Para fundador e ex-presidente da Anvisa, ‘fake news é fruto de uma sociedade doente e o remédio se chama informação’

A pandemia não acabou. Ao contrário, em pleno verão, a nova onda da Covid-19 atinge seu pico, impulsionada pela alta transmissibilidade da variante ômicron. O número de casos vem crescendo assustadoramente nas últimas semanas e a tendência é que só reduzam no final de fevereiro. Até lá o Sistema Único de Saúde (SUS) resistirá a um possível novo colapso? Quais medidas restritivas devem ser (re)tomadas? Como vencer o negacionismo fomentado pelo próprio governo? E qual o papel da imprensa nesse contexto?

Para conversar sobre estes e outros temas, o canal da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Youtube, em mais uma edição especial do #ABISaúde, recebeu na última sexta-feira (29/1) uma das maiores autoridades no tema pandemia atualmente no Brasil: o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Vecina dá uma aula de Medicina e – por que não dizer – de Sociologia, ao abordar também temas como negacionismo, fake news, militares, direita e eleições. Ele é entrevistado pelos jornalistas José Luís Laranjo, professor universitário e membro do Conselho Fiscal da ABI, e Terezinha Santos, diretora da TFS Comunicação e membro do Conselho Deliberativo da ABI. O encontro virtual tem apresentação e mediação da jornalista Rosayne Macedo, editora do Portal ViDA & Ação e diretora de Assistência Social da ABI.

Veja aqui outra matéria no Portal ViDA & Ação sobre parte da entrevista:

 

Confira alguns trechos da entrevista e assista na íntegra neste link:

Impactos no SUS

Não há muita saída. Em curto prazo não vejo nenhuma medida estrutural’

Rosayne Macedo – O avanço da ômicron impacta ainda mais o SUS. Sabemos que essa variante é mais branda e agora temos casos mais leves por causa da vacinação. Mas o grande número de casos está novamente elevando a taxa de ocupação de leitos (em algumas cidades já chega a 100%). Sabemos que os profissionais de saúde estão trabalhando no limite da exaustão e muitos estão sendo afastados por infecção pela Covid, pela Influenza ou outras doenças. O SUS, que comprovou sua relevância e resiliência durante a pandemia, sem merecer o devido respeito e financiamento que deveria, está colapsando e pode não resistir? O que é preciso hoje para fortalecer o SUS?

Gonzalo Vecina – Existem algumas coisas conjunturais que podem ser feitas: contratar um pouco mais de gente aqui ou acolá, onde haja espaço para fazer isso. Mas estruturalmente não tem espaço para fazer nada, nada vai ser feito e as coisas não vão ficar tão piores do que já estão por causa da rapidez. (A nova onda de Covid-19) Não é um negócio de meses, mas de semanas.

Tenho o maior respeito pelos profissionais que estão na linha de frente, sofrendo muito, e até com agressões vindas do povo, de políticos. Temos oportunidade de ver essas agressões que, eventualmente, têm chegado à mídia. É tristíssimo ver isso. Não há muita saída. Em curto prazo não vejo nenhuma medida estrutural. O que espero é que a sociedade brasileira, a partir dessa experiência, cobre do próximo eleito a presidente, dos próximos deputados, senadores e governadores, um maior respeito à construção do Sistema Único de Saúde.

O SUS vai ter que ser repensado. A destruição que está sendo feita no Ministério da Saúde e nos ministérios correlatos (como por exemplo Ciência e Tecnologia e Educação), é uma destruição profunda. O Pazuello (general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde) foi um desastre no Ministério da Saúde. Os militares que ocuparam cargos no Ministério da Saúde destruíram as áreas (..). Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação tem um sujeito como Hélio Angotti, que é um crápula, negacionista, que acredita em cloroquina etc.

O que eu espero é que vamos ter uma crise, vai ter consequências sim, do ponto de vista de mais destruição do SUS, mas temos que entender que isso é uma coisa a ser cobrada do próximo governo porque neste governo, se não houver impeachment, não adianta nada. Ele (Bolsonaro) não serve para nada, é um absurdo. Ele é surdo. Só sabe fazer o que ele quer fazer, que são as mensagens do Olavo (de Carvalho). Nós já sabemos disso, sem surpresas.

Temos que reconstruir o SUS em 2023. Então, tem que mexer no financiamento, na gestão, na organização do serviço de saúde, na ciência e tecnologia, tem que fazer um novo projeto do SUS para o povo sofrido que vai chegar do lado de lá.

Rosayne Macedo – Aqui no Rio vemos o sucateamento dos hospitais federais com tantos leitos ociosos porque não tem equipe para atender. Aí o Estado teve que recorrer aos hospitais de campanha e aconteceu o que aconteceu (denúncias de corrupção que levaram ao afastamento do governador Wilson Witzel). Saídas existem, mas falta vontade política.

Gonzalo Vecina – A saída não pode ser uma fuga. No Rio as coisas se confundem. A incapacidade dos seguidos governos cariocas tiveram. Essa forma de agredir o povo que mora nas favelas, achando que pode resolver um problema social com a polícia. Isso precisa ser revisitado. Eu espero que dessa vez vocês consigam eleger um sujeito chamado Freixo. É o único político que eu conheço que é capaz de fazer alguma coisa diferente no Rio. Aliás, é capaz de fazer isso em qualquer lugar do Brasil, na minha opinião.

Punição aos negacionistas

‘O que esse pessoal está destruindo dessa forma eugenista, fascistóide, terá consequências’

Terezinha Santos – Na linha do negacionismo, da campanha antivacina, no seu ponto de vista, o senhor acha que vai ter alguma consequência para o responsável ou responsáveis pelo descontrole da pandemia no Brasil? O senhor acha que eles vão ser punidos (e eu falo dos governantes)?

Gonzalo Vecina – Você acha que a Fundação Palmares tem uma razão de ser na sociedade? O sujeito que está na Fundação Palmares acha que quem deve ser homenageado não é Zumbi e sim a Princesa Isabel. Qual seria a consequência disso para a sociedade brasileira? Não quero discutir isso aqui, mas existe racismo no Brasil? Não é um racismo estrutural? A maior parte da população é antissemita?

Hoje (dia 29/1), foi cancelado o luto de Darcy Ribeiro, de Israel Yitzhak Rabin, e mais umas 30 pessoas (entre os quais, Barbosa Lima Sobrinho, ex-presidente da ABI).Isso tem alguma coisa a ver com o estrago que está sendo feito na Fundação Palmares, no Iphan ou no Ministério da Educação? Qual a consequência do homeschooling para as nossas crianças? Elas não vão saber conviver entre elas… Essas bobagens que a Damares fala – ‘menino veste azul e menina veste rosa’. Vamos deixar de debater a questão de gênero porque esse governo não acredita?

Essas coisas vão criar um problema para as futuras gerações por décadas. O que esse pessoal está destruindo dessa forma eugenista, fascistóide, terá sim consequências. Para que tenha de fato consequências, eu, você, nós somos diferentes, nós temos acesso a informação, nós temos uma responsabilidade diferente de quem não tem acesso à informação.

O papel dos jornalistas

‘Vocês estão tendo um papel fundamental nessa crise sanitária’

Terezinha Santos – E o papel do jornalista é muito sério em todo esse contexto.

Gonzalo Vecina – Vocês, jornalistas, estão tendo um papel fundamental nessa crise sanitária. Ninguém está levando informação à população. Sempre que tivemos que enfrentar crises sanitárias no passado, podíamos contar com marketing, comprado com dinheiro público. Isso não está mais acontecendo. Desde 2016 não existe mais marketing na Saúde. Se não for o que a imprensa está fazendo, não tem o que fazer.

Agora a gente precisa começar a discutir essas coisas. A gente fala brincando do Olavo de Carvalho, mas essas ideias que falei agora são dele, do Bolsonaro, dos filhos dele, da ministra Damares, do idiota que está no Ministério da Educação – e agora tem outro, um pouco mais camuflado, mas que pensa a mesma bobagem -, no Ministério da Justiça, no Ministério das Relações Exteriores. E os militares estão muito felizes com tudo isso que está acontecendo.

Nós temos um Brasil para reconstruir e precisamos levar essa informação para as pessoas. As pessoas têm que saber que está na hora de pensar o que vai ser feito desse país que tem tanta promessa de futuro fantástico. Mas com esta visão desses atuais governantes, a gente só vai ter desastre.

Fake news

“Fake news é fruto de sociedade doente e o remédio se chama informação”

José Luís Laranjo – O senhor falou que o papel da imprensa é fundamental. Mas temos na contramão as fake news. Como podemos fazer para que isso não abalasse tanto, deixar que informação seja tão mal divulgada? Nós jornalistas não sabemos. Na área médica, teria alguma ideia?

Gonzalo Vecina – Uma coisa que não podemos aceitar é cair na tentação de achar que proibir é o caminho. É óbvio que, em algumas circunstâncias, têm que ser tomadas medidas de exceção. Talvez tenha que acontecer alguma coisa com o Telegram, que não tem representação no Brasil e não é alcançável pela mão da Justiça fora do país. Mas os que estão instalados aqui, correm o risco de cometer ilegalidades. E uma ilegalidade não pode ficar impune.

Acho que fake news é fruto de uma sociedade doente e o remédio se chama informação. E o remédio é administrado na mesma via, que é a via da informação. Primeiro: não proibir, achar que tem jeito com uma Lei Geral de Proteção de Dados. Não existe solução mágica para isso. Diminuir a circulação de informações está errado. Tem que aumentar a circulação de informações. É a luz da informação que vai combater as fake news.

Como fazer com que os nossos cidadãos entenderem que estão sendo expostos a uma mentira ou a uma verdade? Esse é o nosso problema.Temos que fazer isso melhor do que estamos fazendo agora. A blogosfera, esse espaço criado para a comunicação que estamos usando neste momento, não é um mal, é um bem que nós temos que aprender a utilizar. Outros males virão, mas no momento esse é o desafio a que nós temos que responder.

Terezinha Santos – Realmente, é muito preocupante. Se tem o presidente da República espalhando fake news, como fica a credibilidade se os veículos de imprensa tradicionais, em que a gente deveria acreditar, os próprios às vezes espalham fake news? Em quem acreditar hoje em dia?

Gonzalo Vecina – Para acreditar em alguma coisa, tem que testar, tem que ter instrumentos de imprensa que façam os testes. E esmorecer jamais. Tem certas coisas que a gente se esquece. Eu não sou um crente, quando muito, talvez seja um temente. Mas eu não sou um crente, eu não creio. Uma das coisas que acho interessante na crença é que ela exige uma disposição de recompromisso contínuo. Vejam os adeptos do Islã: cinco vezes ao dia eles se ajoelham na direção de Meca para dizer que ‘Alah é o meu senhor’. Não seria suficiente uma vez na vida falar isso? Nessa questão da religião é importante notar: para dizer que acredita em Deus precisa fazer isso cinco vezes ao dia? Então, para conseguir fazer o que a gente precisa, temos que fazer 10 vezes ao dia: desmentir as fake news.

Terezinha Santos – Nesse apagão de dados no Ministério da Saúde, se não fosse o consórcio de veículos de imprensa, hoje estaríamos perdidos. Nós jornalistas, provamos que podemos fazer e isso dá orgulho na gente. Os outros que fazem fake news, não são jornalistas.

Gonzalo Vecina – Mas são um pouquinho. Somos 540 mil médicos no Brasil, tem 10 mil que são sócios do ‘Médicos pela Vida’. Acho que está barato. O Brasil tem jeito. Tem 10 mil médicos negacionistas. Mas combatê-los-emos continuamente, sem esmorecer jamais.

Anvisa, militares e Bolsonaro

‘Espero que tenham aprendido a não sair mais dos quartéis’

Rosayne Macedo – Como o senhor avaliou as recentes divergências entre o presidente da Anvisa e o presidente da República, após ilações feitas por Bolsonaro sobre possível esquema de corrupção na agência reguladora?

Gonzalo Vecina – Tem dois componentes. Um é muito positivo. A Anvisa é uma agência independente, não é um órgão de governo, é um órgão de estado (…). Acrescento que essa postura da Diretoria da Anvisa é fruto de dois vetores. Um deles é a disposição individual de cada um. O Almirante Barra Torres (presidente da Anvisa) é médico e está exercendo o papel dele como médico.

O outro vetor é oferecido pelo grupo de servidores públicos estáveis que existe dentro da Anvisa, que cria uma temperatura lá que não dá para fazer diferente do que eles propuserem. Porque o que eles propuserem é com base em conhecimento. Quem diz que o remédio faz isso ou aquilo não é a Diretoria, é um grupo de servidores que faz a análise com base em um conjunto de regras universais. Cuidado. Não existe lá um herói a ser imolado na Anvisa. Tem uma estrutura lá.

A segunda questão é que acho que existe nesse relacionamento entre essas duas autoridades algo que tenha a ver sobre o que um capitão e um contra-almirante devem fazer. Tem alguma coisa a ver com disciplina militar, acho que tem alguma bobagem aí no meio além do que nós enxergamos.

Não sei até que ponto coisas como as que foram feitas com o general Santa Cruz, outros que foram mandados para casa, guardar por 100 anos o processo disciplinar contra Pazuello. Um dia a gente vai saber dessas coisas. As Forças Armadas brasileiras estão correndo um risco extraordinário nesse governo, sofrendo um desgaste que as instituições não mereciam sofrer. Mas estão fazendo por merecer. Vamos ver como vamos recuperar isso posteriormente. Espero que tenham aprendido a não sair mais dos quartéis.

Mortes evitáveis

‘Quem matou esses brasileiros mora no Palácio do Alvorada’

José Luís Laranjo – O senhor falou também que as mais de 400 mil mortes ocorridas em 2021 eram ‘evitáveis’, não precisavam ter ocorrido. Como ex-presidente e um dos fundadores da Anvisa, o senhor teria agido de que forma?

Gonzalo Vecina – Comprado vacina e vacinado massivamente de janeiro a maio. Se nós tivéssemos comprado vacina em agosto de 2020, quando a Pfizer nos ofereceu; se tivéssemos estimulado o Butantã e a Fiocruz a comprarem mais vacinas – o Butantã entregou 100 milhões de doses da Coronavac e a Fiocruz, 200 milhões da Astrazeneca – nós teríamos vacinado 160 milhões de brasileiros de saída, com 320 milhões de doses.

Se tivéssemos vacina em número suficiente, com a disposição de tomar a vacina que o povo brasileiro tem e com a capacidade de aplicar a vacina que o SUS tem, teríamos vacinado em cinco meses toda a população adulta no Brasil. Poderíamos ter terminado de vacinar em meados de maio. Boa parte da gente que morreu de janeiro a maio e todo mundo que morreu a partir de maio foi por falta de proteção vacinal, Lembro que era a gama que estava circulando e essa variante responde muito bem às vacinas que estavam sendo oferecidas. Então, quem matou esses (400 mil) brasileiros mora no Palácio do Alvorada, tem nome e até mãe que morreu esses dias.

Negacionismo

‘Nós não estamos acostumados com esse negócio chamado direita’

Rosayne Macedo – Tivemos recentemente uma nota técnica do Ministério da Saúde que minimizava o efeito das vacinas e exaltava mais uma vez a cloroquina, que já tem sua ineficácia comprovada pela Ciência. Agora temos a notícia de que a ministra Damares abriu um ‘disque-denúncia’ para quem se sentir discriminado por não querer tomar a vacina. O senhor acha que o negacionismo está oficialmente institucionalizado no país?

Gonzalo Vecina – Tem algumas coisas acontecendo nesse mundo que estamos vivendo que nós temos que aprender o que é e como lidar com elas.Tem atualmente um negócio chamado direita e nós não estamos acostumados com esse negócio chamado direita. No máximo, estávamos acostumados com um negócio chamado ‘conservadores’. Estava muito no território do comportamento, em relação a drogas, sexualidade etc.

É um pessoal que tem outro tipo de valores, que pensa de uma forma diferente, que é contra a socialização de qualquer coisa, que é contra a educação entregue gratuitamente, é contra a saúde pública entregue gratuitamente. Não tem nada de gratuito, é financiado pelos nossos impostos. Estamos falando de qual é o modelo de bem-estar social que a sociedade brasileira vai financiar. Vai ter passe livre, não vai ter passe livre?

Agora, tem uma direita cujo comportamento é só pensar em lucro, só pensar em dinheiro. É um novo mundo que eu não conhecia.  Agora temos que aprender a nos movimentar nesse mundo onde existe direita. E a direita é composta de pessoas que acreditam numa ordem que eu não acredito. Quem vai discutir com a sociedade tendo essa coisa para elucidar? Como fazer essa sociedade entender o que é direita, o que é esquerda, o que é centro, o que qualquer coisa dessas está pautando no novo arranjo social? Temos que aprender isso, num mundo diferente.

Eleições 2022

‘Não existe terceira via; entre Lula e Bolsonaro não tem saída’

José Luís Laranjo – O senhor acha que por ser ano de eleição, vai piorar?

Gonzalo Vecina – Estamos discutindo uma tal de terceira via. Não existe terceira via. Esta eleição vai se resolver entre Lula e Bolsonaro, exceto se Bolsonaro sofrer um processo de impeachment. Se isso ocorrer, pode ser que surja não uma terceira, mas a segunda via. Entre Lula e Bolsonaro, esqueça, não tem saída. Vamos ter que fazer a opção que não é opção, é o que sobrou. Não para mim, eu sei em quem eu quero e vou votar, eu sei em quem eu votei até hoje. Mas para esse povo que está procurando uma terceira via, não tem terceira via, só tem uma via.

Então neste sentido esse ano vai ser bem complicado porque muita gente vai ter que botar a tampa no nariz. E vai botar a tampa no nariz porque não tem opção. É óbvio que ano de eleição é um ano mais difícil porque é um ano de escolhas. A escolha para alguém que está com merda até aqui (abaixo do nariz) é algo que faça com que a merda não suba até aqui (acima do nariz). não faz diferença. Então, de preferência, não muda nada. É desse jeito que a gente tem vivido. Temos vivido fazendo escolhas que não mudem nada do que já está suficientemente ruim. Neste momento, é uma situação muito pior. Já estamos por aqui (acima do nariz). Esse cara tem demonstrado que é capaz de piorar sempre. Vai ser um ano bem difícil.

Rosayne Macedo – E a luta continua, né, doutor?!

Gonzalo Vecina – Eu não tenho dúvida de que temos muita luta pela frente. E eu vou lutar, pode ter certeza. Acho fundamental para o futuro desse país: não esquecer. Essa é a questão. E vocês da Imprensa são fundamentais para nos lembrar de tudo isso.

Rosayne Macedo – Obrigada, Dr Vecina, por nos brindar com tanta sabedoria, com tanto conhecimento e lucidez, e a tantos outros da Ciência e da Medicina que trazem luz em meio a esses tempos trevosos que a gente tem vivido e que esperamos sair dele o quanto antes.

Sobre o #ABISaúde

Lançado em 2021, por iniciativa da Diretoria de Assistência Social e sua Comissão, o #ABIsaúde tem como proposta discutir saúde pública, em meio a tanta fake news e à epidemia de negacionismo no país, e o papel da imprensa nesse contexto. A série de encontros virtuais já trouxe, dentre outros, grandes especialistas como Margareth Dalcolmo (professora e pesquisadora da Fiocruz); José Gomes Temporão (ex-ministro da Saúde); Isabella Ballalai (vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações), e Luiz Alberto Py (psiquiatra e ex-consultor do BBB).

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