Teste do pezinho, um direito do bebê

Rio realiza 15 mil testes por mês cobrindo 458 unidades de saúde do estado. Entenda como este exame pode ajudar a salvar a vida do seu filho

Com a ampliação do Teste do Pezinho a partir de 2022, será possível detectar pelo SUS até 53 doenças de difícil diagnóstico (Foto: Divulgação)

 

Um  procedimento simples, feito logo após o nascimento do bebê, pode salvar a vida ou evitar danos irreversíveis. O teste do pezinho é tão importante que ganhou até um dia no calendário nacional da saúde para lembrar dele: 6 de junho.

Realizado em recém-nascidos, com três a cinco dias de vida, esse exame é capaz de detectar doenças graves, metabólicas, genéticas e infecciosas, que podem ser tratadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas, o que pode prevenir problemas como deficiência mental e até mesmo a morte.

O teste de triagem neonatal ajuda a detectar precocemente doenças e ainda permite a identificação dos portadores de algumas condições clínicas, como o traço falciforme, possibilitando o aconselhamento genético e a reprodução consciente. O hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, responsáveis por grande parcela dos casos de deficiência mental, também podem ser diagnosticados no exame.

Um desafio, porém, é vencer a falta de conhecimento sobre a sua importância. “Muitas mães não sabem para que serve o teste e o confundem com a identificação (da impressão digital do pé) da criança na maternidade”, explica a médica Léa Maria Zanini Maciel, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP).

Segundo ela, no Brasil, nascem quase 3 milhões de crianças por ano e a cobertura da triagem nos recém-nascidos varia de estado para estado. No Rio de Janeiro, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede) realiza 15 mil testes por mês cobrindo 458 unidades de saúde do  estado.

Desde junho de 2914, os estados brasileiros estão habilitados no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) que rastreia hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

No Brasil, segundo o censo de 2000, cerca de 24,6 milhões de pessoas são portadoras de alguma deficiência, o que corresponde a 14,5% da população. Deste total, mais de 2,5 milhões possuem deficiência mental.

Como é feito?
Algumas gotinhas de sangue são extraídas com uma agulha pequena, a partir de um furinho no pé do bebê . O exame é feito no calcanhar, porque é a uma região rica em vasos sanguíneos. Geralmente o bebê chora durante o teste, mas as mães não precisam se preocupar. O exame é quase indolor, mas a criança acaba chorando por ser uma sensação totalmente nova para ela.

Quando deve ser feito?
O período ideal para o exame é entre três e cinco dias de vida. Caso o teste seja feito nas primeiras 24 horas de vida, pode precisar ser repetido uma ou duas semanas mais tarde. Alguns estados rotineiramente fazer dois testes em todas as crianças.

Onde é feito?
Diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente, antes da alta hospitalar, após o parto. Caso ainda não tenha sido feito, é possível procurar postos de saúde do seu município.

O exame é obrigatório?
O teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o teste do pezinho anteriormente.

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