Três a cada quatro mulheres têm histórico de doenças do coração

Sociedade Brasileira de Clínica Médica mapeia histórico da saúde de mulheres e seus hábitos e realiza ações na campanha Mulher Coração

Redação

Quase 60% das 278 mulheres ouvidas em recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) revelaram que trabalham mais de 8 horas por dia, sem contar a rotina familiar e doméstica, que geralmente é bastante estressante e cansativa.  Cerca de 80% delas acredita que o estresse é causado pelo trabalho. Depois aparecem ansiedade, trânsito, violência e família respectivamente, como pontos adicionais.

O fator sono também conta. Grande parte das mulheres, quase 60%, dorme até seis horas por dia, sendo que o ideal é uma noite de sono com oito horas.  O levantamento mostra que 75% possuem histórico de hipertensão na família e cerca de 70% histórico de doenças cardiovasculares, considerados grandes fatores de risco.

A SBCM, que está empenhada em alterar a realidade preocupante da incidência de problemas cardíacos entre as mulheres brasileira. O estudo mapeou o histórico de saúde, seus hábitos de vida, fatores de estresse e rotina profissional, relacionando o conjunto dessas informações aos riscos de eventos cardiovasculares.

Frente a essa realidade, alguns dados levantados pela pesquisa da campanha Mulher Coração são reconfortantes. As estatísticas demonstram que grande parte do público feminino está cada vez mais preocupado com a saúde e por levar uma vida mais saudável. Mais da metade das pesquisadas está na faixa de 36 a 55 anos, uma fase em que há mais preocupação com mudança de hábitos, busca pela vida mais saudável e cuidados preventivos.

Mais de 60% já consultou um clínico geral ou um cardiologista para acompanhar o coração. Cerca de 80% das entrevistadas visitam o ginecologista com frequência, pelo menos uma vez por ano.

Atividades físicas são praticadas por 60% das mulheres e, quase 50% dizem praticar algum tipo de exercício de uma a duas vezes por semana.
Além disso, quase 90% não são fumantes, o que diminui consideravelmente as chances de apresentarem doenças cardiovasculares.

Aproximadamente 50% das mulheres realizam três refeições por dia, seguido por cerca de 45% que fazem quatro ou mais. Esse dado é extremamente relevante já que se alimentar bem é uma das principais recomendações dos nutricionistas e profissionais da saúde para manutenção de um hábito alimentar adequado.

Quadro atual

Com a mudança no estilo de vida e a tendência ao envelhecimento da população, as doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de óbito femininas, ultrapassando as estatísticas de tumores como mama e útero.

Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), respondem por um terço das mortes no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil mulheres por dia. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

Fofão é a madrinha da Campanha Mulher Coração

Informar os brasileiros sobre as doenças cardiovasculares, entre elas o AVC, com destaque ao fato de serem atualmente primeira causa de mortes no mundo. Esse é o objetivo da campanha Mulher Coração, da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), que acaba de ganhar um reforço de peso do esporte brasileiro: a jogadora de vôlei Hélia Pinto. Conhecida mundialmente como Fofão, foi capitã da seleção brasileira que conquistou o primeiro ouro da história do vôlei feminino.

É uma importante iniciativa para mostrar a importância de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e lazer, para a prevenção dos males cardiovasculares”, pontua Fofão.

Também conhecido por “derrame cerebral”, o AVC acontece quando há obstrução em um dos vasos sanguíneos presentes no cérebro, o que faz com que partes dele deixem de funcionar adequadamente. Segundo professor dr. Antônio Carlos Lopes, presidente da SBCM, má formação vascular cerebral, processo inflamatório das artérias do cérebro, vasculite, embolia cerebral, aterosclerose cerebral e vasos cerebrais, hipertensão arterial e diabetes maltratadas são alguns dos motivos que levam precocemente a problemas nas artérias cerebrais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil apresenta a quarta taxa de mortalidade por AVC entre os países da América Latina e Caribe e que a cada 6 segundos uma pessoa morre por conta da doença que atinge um sexto da população global. Trata-se da terceira maior causa de óbito entre a população feminina.

A Associação Norte-Americana do Coração aponta que as mulheres, de todas as idades, correm mais riscos de sofrer um acidente vascular cerebral do que os homens porque são acometidas mais frequentemente por fatores de risco como enxaquecas, depressão, diabetes e arritmia cardíaca.

Visando à conscientização sobre esse problema global e outros eventos cardiovasculares, a SBCM promove, desde 2016, a campanha permanente Mulher Coração, com a meta de mantê-la em circulação até que os indicadores, cada vez mais negativos, regridam.

Antônio Carlos Lopes faz um alerta para os cuidados preventivos para as doenças cardiovasculares, destacando que a visita ao médico deve ser regular para prevenir, e também para saber se há fatores de risco familiares:

“Após os 40 anos, as consultas devem ser periódicas. Além disso, o bom funcionamento do coração e do sistema vascular depende de hábitos saudáveis desde sempre, o que inclui alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e lazer. Esses hábitos auxiliam na saúde física e mental e na redução do risco de doenças cardíacas. Também melhoram a autoestima, amenizam os sintomas da depressão e da ansiedade, e fortalecem o organismo, ocasionando aumento da qualidade de vida”, pontua o o dr. Antônio Carlos Lopes.

A campanha Mulher Coração tem como embaixadora a empresária Viviane Senna, diretoria do Instituto Ayrton Senna. Com patrocínio institucional da Marjan Farma, já soma madrinhas/padrinhos como Ana Maria Braga, Aulus Selmer, Paula Lima, Neka Menna Barreto, Malu Mader, Betty Faria, Maitê Proença e agora, Fofão.

Nesse contexto, a campanha Mulher Coração entra em cena com a alta da demanda em virtude do novo estilo de vida adotado pela mulher. O acúmulo de funções pode elevar o risco de problemas cardiovasculares. O foco principal é abordar e conscientizar quanto aos sintomas, que são diferentes dos manifestados pelos homens e pouco divulgados na mídia.

Por meio da campanha Mulher Coração, cuja embaixadora é a diretora do instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, a SBCM realiza ações permanentes de conscientização sobre a importância da prevenção e redução dos altos índices de mortalidade.  Diversas ações são promovidas pela iniciativa, que conta também com madrinhas de peso como Maitê Proença, Malu Mader e Irene Ravache.

A campanha Mulher Coração visa alertar autoridades, gestores e comunidade sobre o aumento significativo dos eventos cardiovasculares entre o gênero feminino. Tem apoio institucional da Associação Paulista de Medicina e da Marjan Farma. Veja mais em http://www.mulhercoracao.com.br/

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