Julho Amarelo: hepatite misteriosa preocupa especialistas

Entenda os riscos, sintomas e tratamento da hepatite misteriosa que atinge principalmente crianças e adolescentes

Hepatite misteriosa atinge mais crianças e adolescentes e não tem relação direta com os outros causadores conhecidos da doença (Imagem: iStock)

Nesta quinta-feira (28/7) é lembrado o Dia Mundial de Combate às Hepatites, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar a conscientização sobre esse conjunto de doenças que atinge milhões de pessoas pelo mundo. A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus classificado pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

No entanto, nos últimos meses, um surto de hepatite aguda grave de etiologia (causa) até então indeterminada atinge crianças e adolescentes em diferentes países. De origem desconhecida, a nova variação da doença, chamada até então de hepatite misteriosa, não tem relação direta com os outros causadores conhecidos da hepatite. Notificações da doença entre crianças menores de 10 anos começaram a surgir em diferentes localidades e vêm preocupando especialistas do mundo todo.

Quase mil casos prováveis em mais de 30 países foram relatados desde abril, com cerca de 20 óbitos e dezenas de crianças necessitando de transplantes. Pesquisadores de diversas instituições se dedicam atualmente para identificar o agente etiológico e outros determinantes dessa infecção. Segundo o Ministério da Saúde, há 88 casos e sete mortes em investigação no Brasil. No mundo, havia mais de 920 casos e 18 mortes confirmadas até o final de junho.

Neste contexto, a prevenção e a disseminação de informação sobre a doença se tornam ainda mais importantes. Para a campanha de 2022 do Dia Mundial de Combate às Hepatites, a OMS adotou o tema Trazendo o cuidado da hepatite para mais perto de você (em tradução livre). O mote reforça a necessidade de aproximar unidades primárias de saúde e a sociedade para que a população tenha um melhor acesso ao tratamentos do agravo.

Hipótese seria infecção prévia pela Covid-19

De acordo com o hepatologista Rafael Ximenes, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, sempre existiram casos de hepatite dos quais não é possível identificar a causa, mas o que chamou atenção nos últimos meses foi o aumento no número deles, especialmente em crianças e adolescentes.

“Mesmo com pesquisas realizadas, a situação não está completamente esclarecida, parece haver a participação do adenovírus em grande parte dos casos. Este é um vírus que tradicionalmente causa infecções gastrintestinais e respiratórias. O que não está claro é o motivo de crianças previamente saudáveis estarem apresentando lesão hepática grave associada ao adenovírus”, relata o médico.

O especialista ainda comenta que as hipóteses mais prováveis da hepatite misteriosa são: uma resposta inflamatória exacerbada secundária a infecção prévia pelo vírus da Covid-19, uma lesão combinada do adenovírus com algum outro agente (infeccioso ou medicamentoso, por exemplo) ou uma onda muito grande de infecções pelo adenovírus que culminou com uma maior incidência de uma lesão rara e não identificada previamente.

Conheça os sintomas da hepatite misteriosa

Hepatologista Rafael Ximenes (Foto: Divulgação)

Rafael Ximenes explica que os sintomas da hepatite misteriosa são semelhantes a outras causas de hepatite, incluindo mal estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, desconforto ou dor abdominal, icterícia (olho e peles amarelados) e, em casos mais graves, sonolência, confusão mental e até coma, podendo ser confundida com outra hepatite existente.

“Pelos sintomas serem muito semelhantes, bem como as alterações nos exames de sangue (aumento importante das enzimas que mostram lesão no fígado, em especial AST e ALT), a chamada hepatite misteriosa pode sim ser confundida com as outras de causa já conhecida. O principal fator de diferenciação é a ausência de identificação dos agentes tradicionais de hepatite na investigação da causa”, detalha o especialista.

O hepatologista relata que há alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a contaminação do novo vírus e reduzir a chance de transmissão da doença, em especial a higienização das mãos após usar o banheiro e antes de se alimentar.

“Devemos adotar algumas medidas como fazer o uso de água tratada e filtradas ou fervida, ter atenção na lavagem e preparação de alimentos (em especial crus) e continuar com as precauções respiratórias (uso de máscaras, cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar, limpeza das mãos com água e sabão ou álcool gel)”, comenta.

Tratamento pode incluir transplante de fígado


Segundo a OMS, dos 920 casos prováveis da doença até o final de junho, 45 precisaram realizar transplante de fígado. De acordo com Rafael Ximenes, esses casos de transplantes só reforçam a importância de ficar atento aos sintomas e de procurar um especialista experiente para se evitar transplantes desnecessários ou atraso do procedimento naqueles casos em que ele será essencial.

“O tratamento consiste em controle de sintomas, monitorização da função hepática e de outros órgãos, tratamento de infecções bacterianas que podem surgir e definir se o fígado irá se recuperar espontaneamente ou o transplante será necessário. Em casos graves é frequente que o paciente apresente mau funcionamento de outros órgãos e precise ficar em UTI. Devemos ficar atentos, pois conforme os dados da OMS e Ministério da Saúde, o risco de necessidade de transplante e/ou óbito é considerado alto”, finaliza o médico.

Mais de 78 mil mortes por hepatites virais no Brasil

No Brasil, quase 690 mil casos de hepatites virais foram registrados entre 1990 e 2020, com 78 mil mortes entre 2000 a 2019. O país é uma nação membro da OMS e faz parte da estratégia de reduzir, até 2030, novos casos de hepatites em 90% e o número de mortes em decorrência da infecção em até 65%.

Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro aponta que, em 2021, foram registrados no estado 1.234 novos casos de hepatite C, 167 de hepatite B e nove casos de infecção dupla. De janeiro a abril deste ano, já foram feitos 154 registros de hepatite C e 25 de hepatite B. O evento vai reunir cerca de 100 coordenadores municipais de todo o estado na sede da SES, no Centro do Rio.

As hepatites virais podem ser controladas com diagnóstico precoce, tratamento e medidas de prevenção. De acordo com um estudo promovido pela OMS, cerca de 4,5 milhões de mortes prematuras em decorrência das hepatites podem ser prevenidas até 2030 por meio de campanhas informativas, testes diagnósticos, medicamentos e vacinação.

Como podem ser causadas por cinco principais tipos de vírus, são traçadas estratégias específicas de prevenção para cada perfil. As formas de prevenção para as hepatites A e E são focadas no saneamento básico e no escoamento correto da água. Para o tipo A existe vacina disponível gratuitamente a todas as crianças de 15 meses a 05 anos incompletos.

O tipo B pode ser prevenido ainda por meio da vacinação, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), para todas as faixas etárias desde 2015, em especial, para indivíduos pessoas com maior risco de exposição à doença como manicures, podólogos, tatuadores, caminhoneiros, entre outros.

Para evitar as hepatites B, C e D são recomendados o uso de preservativos durante as relações sexuais, a esterilização de objetos cortantes (alicates de unha, por exemplo), e o descarte de alguns materiais de procedimentos percutâneos (como agulhas usadas para tatuagens e perfuração de piercings).

Mais de meio milhão de brasileiros têm vírus das hepatites B e C

Em 30 anos, o Brasil diagnosticou mais de 250 mil pessoas com o vírus da hepatite B e mais de 260 mil como portadoras do vírus da hepatite C, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. A hepatite indica uma inflamação no fígado que, se diagnosticada tardiamente ou se ficar sem tratamento, pode evoluir para cirrose ou até mesmo câncer, segundo Marcia Valladares, hepatologista pediátrica no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).

Considerada um problema de saúde pública tanto no Brasil quanto no mundo, a hepatite apresenta sintomas que variam entre a população, relata a especialista. “Os indícios mais comuns se alteram entre falta de apetite leve e náusea intensa, com dificuldade para se alimentar. O paciente pode sentir dor no lado direito do abdome, logo abaixo das costelas, a urina muda de cor e fica cor de mate’ e a parte branca dos olhos fica amarelada (icterícia).”

De acordo com Marcia Valladares, a dificuldade de se obter um diagnóstico é porque existem muitos casos de hepatite em que o paciente não tem sintomas.

“Esses quadros assintomáticos são muito frequentes nas hepatites B e C, que são doenças crônicas, ou seja, o sistema imune não consegue eliminar o vírus do corpo, então a patologia causa a destruição lenta do fígado, que, por sua enorme capacidade de regeneração, não apresenta sintomas até as fases avançadas da condição”.

Hepatite C pode levar a complicações e transplante de fígado

Henrique Sergio Coelho, hepatologista do Hospital São Lucas Copacabana, explica que as complicações em decorrência da contaminação pelos tipos de hepatite B e C podem se dar nas condições agudas, que, em uma minoria de pacientes, podem ter um curso progressivo, conhecido como hepatite fulminante ou crônico, que é quando a doença evolui para uma cirrose hepática com duas consequências graves: a insuficiência hepática e o câncer de fígado, em que há necessidade de transplante.

“Nos últimos quatro anos, no São Lucas Copacabana, tivemos um total de 142  pacientes que fizeram transplante de fígado, sendo que 20 em decorrência de complicações da hepatite C, o que representa 14% dos casos”, revela o hepatologista do São Lucas Copacabana.

Segundo ele, para os casos em que a evolução da hepatite causa câncer de fígado, na maioria das vezes, não se realiza a cirurgia apenas para a retirada do tumor, de modo que há a necessidade de um transplante hepático. “Esses pacientes têm seu status na fila de transplantes priorizado por lei e, em geral, com o transplante, ficam curados não só do câncer, mas também da cirrose”, afirma Coelho.

Os pacientes com os sintomas devem procurar atendimento médico para que sejam solicitados exames que vão confirmar o diagnóstico de hepatite e o tipo de vírus que está causando a infecção. A prevenção deve ser feita por meio de vacinas – hoje temos disponível imunização para a hepatite A e B, que é segura e intramuscular; já no caso da C, não existe vacina, mas há a necessidade de prevenção por meio do uso de preservativos durante qualquer relação sexual.

“Contudo, podemos notar uma redução de casos que se deu, com certeza, em função do tratamento em massa da doença no Brasil entre 2015 e 2016”, finaliza o hepatologista do São Lucas Copacabana.

Um desafio para a saúde pública

De acordo com Ibrahim El Bacha, gastroenterologista, hepatologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa, o combate a essas doenças é uma luta que o Brasil tem desempenhado fortemente desde 2002, quando foi pioneiro na criação do Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV). Até hoje, porém, milhares de brasileiros são afetados pela doença.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em 2020, há uma queda nos casos nos últimos anos. Contudo, essa redução ainda não é suficiente. O país tem a meta de reduzir pelo menos 90% dos casos e 65% das mortes até 2030, conforme compromisso firmado no Plano Estratégico Global das Hepatites Virais.

“A hepatite, no geral, é um desafio até para alguns profissionais da saúde. São muitos tipos, cada um com um comportamento diferente, modos de transmissão e fatores de risco também. Se é assim para a comunidade médica, imagina para a população em geral?   Informação, vacinação e diagnóstico precoce: sem essa tríade, não conseguiremos vencer essa doença que, infelizmente, ainda afeta milhares de pessoas em todo o mundo”, aponta Ibrahim El Bacha.

O que é hepatite e quais os tipos?  

Hepatite é um termo bastante amplo que se refere a uma inflamação no fígado, causada por cinco tipos diferentes de vírus e também por agentes não infecciosos. As formas mais comuns são provocadas pelos vírus tipos A, B, C, D ou E, que possuem diferenças significativas no modo de transmissão, prevenção e gravidade clínica. Atualmente, cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem por ano em todo o mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites.

As hepatites virais são consideradas silenciosas. Os vírus podem agir por décadas sem manifestar sintomas, fazendo com que a busca por orientações médicas seja demorada. O desconhecimento sobre o agravo faz com que muitas pessoas só sejam diagnosticadas quando apresentam complicações, como cirrose e câncer de fígado.

Os tipos B e C são os mais frequentes e letais, e muitas vezes acabam por se tornar crônicos. O grande problema é que nem sempre a doença apresenta muitos sintomas e, geralmente, é silenciosa. Quando o paciente descobre a doença, normalmente ela já se encontra em estágio avançado.

O tipo B é essencialmente transmitido sexualmente e via placenta, de mãe para filho. Pode ser transmitido por contaminação sanguínea também – assim como o tipo C, ou seja, por meio de transfusão e uso coletivo de objetos cortantes. O tipo B já conta com vacina eficaz, que inclusive está disponível no calendário do Programa Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).

hepatite A também já tem vacina. Esse tipo é geralmente benigno e acaba trazendo mais complicações para paciente mais velhos, com o contágio ocorrendo pela ingestão de alimentos mal lavados ou por más condições de higiene. Os tipos A e E, que causam infecções agudas benignas e evoluem para a cura sem necessidade de tratamento específico, são adquiridas pela ingestão de água e alimentos contaminados, situação recorrente em regiões onde há precariedade no saneamento básico.

Já as hepatites B, C e D (que podem evoluir para quadros mais graves se não tiverem o diagnóstico e o tratamento adequados) podem ser transmitidas por diferentes vias: sexual, percutânea, parenteral e materno-infantil. A OMS relata mais de 1 milhão de óbitos anualmente em decorrência das hepatites B ou C.

Desde o ano passado, a entrega de para tratamento das hepatites foi descentralizada pela RioFarmes. Os fármacos deixaram de ser entregues pela farmácia estadual e passaram a ser dispensados nas farmácias das unidades de saúde em que o paciente realiza o tratamento ou próximo à sua residência. Com isso, a espera, que era aproximadamente de 90 dias, foi reduzida para um dia.

A OMS instituiu o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, em 28 de Julho de 2010, com a finalidade de conscientizar a população sobre as formas de contágio, a necessidade de diagnóstico precoce e de tratamentos dos diferentes tipos da doença. Em 2016, foi elaborado um documento com a Estratégia Global de eliminação das Hepatites Virais até 2030, sendo o Brasil um dos países signatários. A data passou a ser celebrada a partir de 2019, com ações relacionadas à luta contra as hepatites.

Entenda os diferentes tipos de hepatite

As hepatites podem causar complicações graves no fígado, geralmente nas formas crônicas das hepatites B e C que podem permanecer no organismo de forma assintomática por mais de 30 anos. Há vacinas para prevenção das hepatites A para crianças e para hepatite B para crianças, adolescentes e adultos. No Brasil, os tipos mais comuns de hepatite são A, B e C, que possuem formas diferentes de transmissão, assim como tratamento distinto. Existem ainda a D e a E, mas não são comuns no país.

Hepatite A – A transmissão da hepatite A é por via oral-fecal, isto é, ingestão de água ou alimentos contaminados com o vírus, geralmente por contaminação por de águas não tratadas ou contaminadas por esgoto. Algumas práticas sexuais sem proteção podem transmitir também pela mesma via. Provoca uma hepatite aguda, geralmente causa sintomas de febre, dor na barriga, náuseas e vômitos, pele e olhos amarelados.

A doença é benigna, com cura na grande maioria dos casos, não se torna crônica e a pessoa fica imunizada para sempre. A vacinação no SUS para as crianças está disponível no calendário oficial de imunização. “Esse tipo costuma ser de fácil diagnóstico e pouca complicação; é avaliada por sorologia específica; na maioria dos casos, tem recuperação total”, comenta a médica.

Hepatite B – É uma infecção sexualmente transmissível transmitida por meio de relação sexual sem camisinha. Também é transmitida ao compartilhar materiais não descartáveis ou esterilizados em autoclave que possam estar contaminados com sangue contendo o vírus da Hepatite B na colocação de piercings, na realização de tatuagens, no material de manicure, escovas de dentes, lâminas de barbear e materiais para uso compartilhado de drogas inaláveis ou injetáveis.

O teste rápido e a vacina são oferecidos no SUS. É obrigatória a realização do teste no início do pré-natal para evitar a transmissão vertical de mãe para filho. As crianças infectadas na gravidez ou no parto que não recebem a vacina e a imunoglobulina logo ao nascer têm 90% de chance de desenvolver a forma crônica, que pode causar cirrose e câncer. A vacinação contra a hepatite B faz parte do calendário oficial de imunização, sendo a primeira dose logo ao nascer e depois mais 3 doses associadas a outras vacinas. Os adultos podem ser vacinados em qualquer idade nos postos de saúde.

“A doença é transmitida por contato sexual sem proteção ou por meio de objetos cortantes como agulhas contaminadas; costuma ter o mesmo comportamento clínico da hepatite A, porém ocorre cronificação da enfermidade em 20% dos casos. Observa-se que os recém-nascidos com infecção viral adquirida da mãe têm mais chances de ter a doença cronificada”, esclarece.

Hepatite C – A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado em procedimentos estéticos, cirúrgicos ou odontológicos, sem utilização de material descartável ou esterilizado em autoclave. Ocorre também pelo compartilhamento de alicates de unha, materiais não descartáveis para tatuagem ou piercings ou materiais para o uso de drogas.

hepatite C não é uma IST, mas pode ser transmitida na relação sexual sem camisinha, se houver alguma lesão nas mucosas, e também na gravidez, em situações especiais, principalmente se a gestante for também portadora de HIV sem tratamento. O teste rápido para hepatite C e o tratamento estão disponíveis em unidades de saúde do SUS. O tratamento é seguro e cura mais de 95% dos casos.

“A doença ´[e transmitida por sangue contaminado e, rarissimamente, por contato sexual. Diferente dos outros tipos de hepatite, sua fase aguda, com frequência, passa despercebida, o que faz com que ela evolua lentamente por décadas, de modo que, quando há um diagnóstico, a enfermidade já se encontra na fase crônica. Por isso, é importante fazer os testes para o vírus B e C em casos de suspeita e até mesmo como exames de rotina, quando não há sintomas, já que a exposição ao vírus pode ter ocorrido em algum momento”, comenta Valladares.

Agenda Positiva – Julho Amarelo

Com o objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle, o Julho Amarelo é o mês de combate às hepatites virais, campanha criada pelo Ministério da Saúde em 2019. No Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência na pesquisa e diagnóstico dessas doenças, ilumina de amarelo o seu castelo em Manguinhos para marcar a data.

Ainda no Rio de Janeiro, o monumento do Cristo Redentor e os hospitais estaduais Roberto Chabo, Alberto Torres, João Batista Cáffaro e o Instituto Estadual do Cérebro também serão iluminados de amarelo, para chamar atenção para a causa.

Para chamar a atenção para o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais (28/7), o Castelo Mourisco, sede da Fiocruz, é iluminado de amarelo ( (Foto: CCS/Fiocruz)

Também no dia 28, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promove uma série de ações para finalizar a campanha “Julho Amarelo”, que tem como objetivo reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. No dia 28, acontece o seminário “Perspectivas para eliminação das hepatites virais até 2030”.

Serão traçadas estratégias para aumentar o número de diagnósticos e de tratamentos das hepatites nos municípios, principalmente com uma maior oferta de testes nas unidades de atenção primária à saúde, com objetivo de fazer com que o estado cumpra a meta estabelecida pela OMS para os próximos oito anos: a realização do diagnóstico de 90% dos casos e o tratamento de 80% dos portadores da hepatite C, de modo que a mortalidade caia 65%.

Com Agência Fiocruz, SES-RJ e Assessorias

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