Cancelado o Carnaval de rua do Rio com nova onda de Covid

Decisão veio após aumento de casos positivos e suspeitos da ômicron. Mais de 500 blocos de rua estavam inscritos. Desfile na Sapucaí é mantido

Carnaval de Rua do Rio de 2020: festa que já tinha 500 blocos inscritos foi novamente cancelada (Foto Sabrina Mesquita / Riotur)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou, nesta terça-feira (4/12), o cancelamento dos desfiles dos blocos de rua do Carnaval 2022. O anúncio foi feito durante live em seu canal no YouTube após reunião com representantes dos blocos. Na live, o prefeito, acompanhado do secretário de Saúde, Daniel Soranz, e da presidente da Riotur, Daniela Maia, informou que o desfile das escolas de samba na Marquês da Sapucaí segue confirmado.

“Tivemos a reunião hoje com o pessoal dos blocos e comunicamos a eles que o carnaval de rua, nos moldes até 2020, que já não havia acontecido em 2021, não poderá acontecer este ano. Tendo em vista os dados epidemiológicos que temos e que poderemos ter, vimos que seria muito difícil fazer o carnaval de rua”, declarou Paes.

O prefeito lembrou que o Carnaval no Rio de Janeiro tem três manifestações principais: os bailes, os desfiles no Sambódromo e os blocos de rua. Nos dois primeiros é possível estabelecer um controle, enquanto no terceiro fica praticamente inviável.

“Nós vamos estabelecer os protocolos do carnaval na Sapucaí, que está confirmado. Lá, podemos estabelecer controles efetivos. De certa maneira, isso também vale para as festas em espaço fechado, é possível fazer um controle. O carnaval de rua, pela sua própria natureza e aspecto democrático, gera a impossibilidade de exercer qualquer tipo de fiscalização”, afirmou o prefeito.

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Aumenta a procura por vacinação

O município do Rio bateu nesta terça-feira (4/1) a marca de 30% da população maior de 18 anos vacinada com a dose de reforço. Os postos estão abastecidos e prontos para o atendimento da população.

Nesta quarta-feira (5/01), a vacinação contra a Covid-19 é destinada à dose de reforço para pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose há 4 meses ou mais.

Pacientes com alto grau de imunossupressão com 12 anos ou mais também podem tomar a dose de reforço. A vacinação é destinada ainda às pessoas com 12 anos ou mais que não foram vacinadas contra a Covid-19 até o momento.

As unidades seguem aplicando a segunda dose para pessoas com 12 anos ou mais, respeitando o intervalo de cada fabricante: 12 semanas para AstraZeneca, 28 dias para CoronaVac e 21 dias para Pfizer.

É possível antecipar a dose de reforço até o intervalo mínimo de três meses em casos de viagem, problemas de saúde e outras questões pessoais. Para orientação, procure uma unidade de Atenção Primária.

Quem vai receber a vacina deve apresentar identificação original com foto, número do CPF e, se possível, a caderneta de vacinação. Para a segunda dose e a dose de reforço, é importante levar também o comprovante de vacinação.

Encontre a unidade mais próxima: prefeitura.rio/ondeseratendido

Para outras informações, acesse: coronavirus.rio/vacina

Da Prefeitura do Rio

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