Insônia está ligada a ansiedade e depressão, diz pesquisa

52,9% estão insatisfeitos com qualidade do sono, aponta Vigilantes do Sono. 47,5% relataram sintomas de ansiedade e 21,4% depressão

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sono é um sistema de acolhimento e para conseguir dormir direito, é necessário criar um ambiente que acolha esse momento de interiorização no qual se perde a consciência do mundo exterior, desligando-se dos sentidos. Uma das grandes barreiras para este sono profundo e restaurador é a insônia, que atinge mais de 73 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS).

A insônia é o que impede o corpo de se energizar e se revitalizar, gerando baixo desempenho no trabalho, na escola e em esportes, por exemplo. Por ser um distúrbio que atinge uma grande parcela da população, muitos acreditam que algumas noites mal dormidas não fazem um grande mal à saúde, porém, a insônia pode estar ligada a outros fatores, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico ou problemas cardiovasculares.

Ainda que a insônia seja um problema relacionado ao sono, o transtorno pode afetar a saúde mental como um todo, estando atrelado também a casos de depressão e ansiedade. De acordo com estudo realizado pela Vigilantes do Sono, primeiro programa digital de terapia cognitiva-comportamental para insônia (TCC-I) no Brasil, com 21 empresas e que reuniu 42 mil brasileiros em todo país, identificou que 52,9% dos entrevistados estão insatisfeitos com a qualidade do sono. Ainda segundo a análise, 47,5% dos participantes relataram sintomas de ansiedade e 21,4% depressão.

Terapia cognitiva-comportamental pode ajudar no problema

Para Laura Castro, psicóloga e sócia-fundadora da start-up Vigilantes do Sono, é importante que as pessoas observem se sentem dificuldade para dormir três ou mais vezes na semana. Caso esse seja o caso, é indicado que busquem ajuda profissional, uma vez que o problema pode afetar seu dia a dia e causar outros problemas de saúde mental”, aponta.

Segundo ela, a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC-I) é uma boa solução para o problema. “Para o diagnóstico correto, é essencial buscar ajuda profissional. Quando falamos de remédios para dormir, estamos falando de medicamentos que podem causar dependência e que são difíceis de desmamar. A TCC-I, por sua vez, é uma terapia que já existe há 40 anos e que, por meio de métodos e hábitos, é extremamente assertiva para a insonia”, ressalta.

Quando olhamos para a apneia, o quadro de pessoas com o um distúrbio respiratório do sono só aumenta. Isso porque a apneia é uma doença bastante subdiagnosticada e muitos não sabem que estão com o problema, como explica Caio Bonadio, médico psiquiatra da Vigilantes do Sono. “A apneia dificulta sua noite de sono, fazendo com que a pessoa desperte algumas vezes a cada interrupção de fluxo de ar na via aérea superior. Em alguns casos, os pacientes podem desenvolver a insônia junto com a apneia, que é um quadro ainda mais grave”, destaca.

O que pode desencadear a falta de sono

Além disso, existem diversas causas que podem desencadear em insônia, começando pelo estresse – trabalho, família, compromissos, preocupações, afazeres e a correria diária levam facilmente ao estresse da vida urbana. Em segundo lugar, o distúrbio pode ser provocado pelos horários de trabalho e de estudos ruins:

“Meus pacientes relatam questões como ter aula até às dez e meia da noite, plantões durante a madrugada no trabalho ou um chefe que manda e-mails em qualquer horário do dia ou da noite, por exemplo. Casos como esses podem provocar insônia pela exposição excessiva a luzes e eletrônicos”, comenta o médico.

Os maus hábitos de sono ou uma rotina noturna ruim figuram como a terceira causa da insônia, e comer muito e logo antes de dormir é a causa número quatro. Já os problemas de saúde mental, algumas condições médicas específicas ou o uso de determinados medicamentos são fatores secundários para o desenvolvimento da insônia.

Aplicativo promete ‘atacar’ problemas com o sono

O mercado de saúde vem ganhando cada vez mais tração para soluções voltadas ao sono. As ‘sleeptechs’ estão crescendo cada vez mais e com alta demanda por parte do público. Hoje a Vigilantes do Sono conta, em seu aplicativo, com aproximadamente 5 mil usuários ativos. A empresa já atendeu 40 mil pacientes, realizou cerca de 50 mil avaliações de insônia e acumula mais de 1 milhão de horas de sono recuperadas.

Com uma solução que alia Ciência Comportamental e Inteligência Artificial (AI), a Vigilantes do Sono desenvolveu um aplicativo contendo o método que auxilia na mudança de comportamentos, proporcionando a quem tem dificuldades para dormir uma melhora efetiva na qualidade do sono, independente do uso de medicamentos.

“Não dormir bem significa degradar lentamente a saúde como um todo, pois também torna-se mais fácil desenvolver doenças crônicas, já que a ausência do sono leva à diminuição da imunidade a longo prazo”, como explica o médico Matheus Macêdo, primeiro brasileiro formado em Medicina e Cirurgia Ayurvédica na Índia (BAMS) e fundador do Vida Veda, plataforma de saúde e bem-estar.

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