Práticas integrativas auxiliam pacientes com sequelas pós-Covid

Yoga, Homeopatia, Florais e Fitoterapia são exemplos de PICs oferecidas no SUS. Congresso gratuito abordará medicina integrativa

A Yoga é umas das práticas integrativas incorporadas ao SUS (Foto: Banco de Imagens)
Yoga, Homeopatia, Terapia de Florais e Fitoterapia são exemplos das PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para auxiliar no tratamento convencional de doenças, incluindo a Covid-19. As PICS são recursos adicionais à medicina convencional e buscam estimular os mecanismos naturais de recuperação e prevenção dos desequilíbrios da saúde.
As psicólogas Rosimere Nascimento, interlocutora da equipe, e Adriana Fabozzi, que atuam no Polo PICS, incorporado em 2020 pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, na zona sul de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, ressaltam a importância das atividades como tratamento complementar aos convencionais.
De acordo com as profissionais, as PICS contribuem para a redução dos aspectos emocionais relacionados às doenças. “No cuidado integrativo, a pessoa é mais importante que os sintomas que ela sente. Ao cuidar do indivíduo, ele passa a se reconhecer como um todo, gerando maior responsabilidade sobre si e, com isso, em seu autocuidado”, explica Adriana, especialista em Cuidado Integrativo, que atua com práticas como Meditação/Mindfulness, Yoga, Reiki, Auriculoterapia e Aromaterapia.
Segundo ela, os pacientes atendidos pelo Polo PICS CEJAM passam por um processo que vai além da recuperação da saúde, levando a uma construção transformadora que parte do autoconhecimento e leva ao autocuidado e à autonomia.
“Quanto maior a integração alcançada, melhor a pessoa se reconhece como corresponsável pelos cuidados com sua saúde integral, fazendo das PICS um cuidado emancipador”, destaca.

Ansiedade na recuperação pós-Covid

Por não se tratar de um serviço especializado, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) podem encaminhar seus pacientes para o Polo PICS, se assim desejarem. Segundo Rosimere, hoje, o Polo tem priorizado, principalmente, a população com sequelas pós-Covid ou questões relacionadas à doença, como a ansiedade, por exemplo.
A psicóloga explica que o Polo surgiu em um momento oportuno e muito necessário, potencializando a realização das PICS para melhoria da qualidade de vida. Para não deixar de atender a essas pessoas, Rosi explica que ainda é possível realizá-las na modalidade EAD.
“Alguns pacientes atendidos no Polo não chegaram a desenvolver o Coronavírus, mas sofrem por conta outras questões relacionadas a pandemia, seja pelo isolamento imposto pela pandemia ou por instabilidade financeira, fatos que auxiliam no aumento da ansiedade, alteração na qualidade do sono, entre outras sintomas que agravam a qualidade de vida do indivíduo”, avalia a interlocutora do Polo PICS.

Práticas oferecidas

Atualmente, o trabalho é desenvolvido na UBS Jardim Lídia, gerenciada pelo CEJAM na zona sul, e conta com uma equipe multidisciplinar, composta por psicóloga, acupunturista, educadora física e técnicos educacionais.
As Práticas Integrativas estão presentes no SUS desde o seu surgimento, porém, a partir de 2006 elas fazem parte de uma política própria, chamada de PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares).
As práticas disponíveis no Polo PICS são: Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Auriculoterapia, Plantas Medicinais, Arteterapia, Dança Circular, Meditação/Mindfulness, Musicoterapia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Yoga, Aromaterapia, Geoterapia, Reiki/Imposição de Mãos, Dao Yim e Terapia de Florais.

Medicina integrativa tem congresso on-line gratuito

Entre os dias 7 e 13 de março de 2022, o Vida Veda realiza a terceira edição do maior congresso de medicina integrativa em língua portuguesa do mundo: o ConVIDA, de forma totalmente gratuita e online. Neste ano, o tema central será sobre a Longevidade, com 50 palestrantes de áreas como psicologia, ayurveda, nutrição, saúde feminina, medicina moderna, medicina tradicional chinesa e integrativa, que trabalham para a promoção de uma melhor qualidade de vida.

A medicina integrativa vem ganhando novos adeptos a cada dia, pois, cada vez mais, o ser humano busca tratamentos mais completos para a sua saúde e bem-estar, com tratamentos que integrem o corpo físico, mente, espírito e suas interações com o mundo. Prova deste crescimento, são os números expressivos do ConVIDA de 2021, que contou com 23 mil participantes do Brasil e de diversos países, e 157 mil visualizações das palestras dos profissionais convidados.

Este ano, as aulas continuarão sendo transmitidas pela U+ – plataforma de conhecimento da empresa -, e também pelo canal do Vida Veda no Youtube. Ao final de cada dia, serão realizadas rodas de conversa com os palestrantes dos temas que foram exibidos naquela data, com o objetivo de ampliar a consciência, tirar dúvidas e trocar conhecimento e experiências.

“Acredito que o fundamental para conquistar uma vida saudável é reservar uma das mais de 50 semanas do ano para fazer um mergulho profundo em si mesmo, entrando de cabeça para entender como gerar bem-estar no seu dia a dia”, comenta o médico e fundador do Vida Veda, Matheus Macêdo.

Sobre Longevidade – o tema principal da edição de 2022 -, Matheus explica que a adoção de alguns hábitos é essencial para quem deseja viver muito, como: alimentar-se bem, praticar atividades físicas, gerenciar o estresse, livra-se de vícios, dormir bem, ter uma vida social ativa e viver com propósito. “A longevidade saudável é quando a velhice é acompanhada de bem-estar e geralmente é sustentada pelos quatro pilares da saúde: alimentação, sono, movimento e silêncio. São essas condições que permitem que o ser humano desfrute a vida com mais qualidade”, explica o médico.

As mais de oito horas por dia, entre palestras, aulas e rodas de conversa foram pensadas como um processo, com começo, meio e fim. O objetivo deste formato é dar a possibilidade dos participantes terminarem a imersão estimulados a repensar suas crenças e hábitos, além de aprenderem a praticar mais o autocuidado baseados em toda a medicina integrativa, amplamente discutida ao longo do congresso.

Com Assessorias

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