Rede detecta aumento de 32% nos casos de AVC no Rio

Hospitais da Dasa em Brasília e no Rio registram aumento de 21% no número de casos graves que evoluíram com a letalidade entre 2021 x 2020

Dados mostram que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) mata cerca de 6 milhões de pessoas no mundo todos os anos. A condição ocorre quando o fluxo de sangue para determinada região do cérebro é subitamente interrompido, causando a morte das células cerebrais. Um levantamento da equipe de Data & Analytics da Dasa constatou aumento significativo de casos nos hospitais da rede no Rio de Janeiro (32%), considerando o primeiro semestre de 2019, 2020 e 2021.

No mesmo período, houve uma redução no número de atendimentos em Brasília (19%) e uma subida menos expressiva em São Paulo (7%), comparando os seis primeiros meses deste ano com os do ano passado. São Paulo também identificou no mesmo período uma queda expressiva de 56% de letalidade (número de óbitos x incidência da doença) por AVC. Já em Brasília e no Rio de Janeiro, o número de casos graves que evoluíram com a letalidade aumentou de forma expressiva em 21%, se comparado o primeiro semestre de 2021 x 2020.

A médica Letícia Rebello, coordenadora da neurologia do Hospital Brasília, que pertence ao Grupo Dasa, explica que o tratamento depende do tipo de AVC (isquêmico, mais comum, ou hemorrágico) e do tempo de chegada à unidade hospitalar. Segundo ela, a conduta deve ser definida por um neurologista.

O tratamento imediato pode envolver o uso de medicação endovenosa para dissolver o trombo (conhecida como trombolítico), cateterismo cerebral para remover o trombo, cirurgia ou apenas cuidados na unidade de terapia intensiva (UTI). “A reabilitação é feita por equipe multidisciplinar (fonoterapeuta, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, enfermeiros e médicos) e depende do grau de sequela de cada paciente”, explica a neurologista.

Na semana dedicada ao Dia Mundial do AVC (29/10), especialistas destacam que, apesar da gravidade do quadro, quanto mais cedo o diagnóstico, socorro e tratamento direcionado, menor a possibilidade de sequelas – como mostramos aqui. “Quando o paciente é encaminhado imediatamente para o hospital, ele tem mais chances de ser tratado com maior eficiência, evitando sequelas e morte. Para isso, é fundamental reconhecer com rapidez os sinais associados à condição”, destaca Letícia.

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AVC hemorrágico é mais grave e mais letal

Existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico que, apesar de apresentarem os mesmos sintomas, se caracterizam de formas distintas. Leticia explica que o AVC isquêmico, o mais tipo comum, e que representa 85% dos casos, ocorre por causa da obstrução do fluxo de sangue dentro das artérias, o que impede a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo.

“Essa obstrução pode ser desencadeada em um trombo que se forma em cima de uma placa de gordura ou de um coágulo que venha do coração”, esclarece a médica.

Enquanto isso, o AVC hemorrágico é caracterizado pelo rompimento de um vaso cerebral, o que provoca hemorragia dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. Apesar de ser menos frequente que o AVC isquêmico, o AVC hemorrágico tende a ser mais grave e mais letal. 

Sintomas são os menos nos dois casos

Tanto o AVC hemorrágico quanto o AVC isquêmico apresentam os mesmos sintomas. São eles: perda de força ou de sensibilidade em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, alterações súbitas da visão, vertigem e assimetria do sorriso.

“Caso você apresente sintomas de AVC ou acredite que outra pessoa esteja demonstrando sinais da condição, manter a calma e acionar o serviço de emergência são atitudes que devem ser tomadas imediatamente”, alerta a médica.

A prevenção, não apenas do AVC como também de diversas doenças, começa pela adoção de hábitos saudáveis que devem ser incorporados à rotina. A especialista aponta que os principais fatores de risco são hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de álcool e sedentarismo.

Fonte: Dasa, com Redação

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