Uma dose de reforço é boa, duas é melhor ainda

Município do Rio começa a oferecer segunda dose de reforço para pessoas com mais de 40 anos a partir de terça (21/6). Saiba mais sobre isso

A segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19, nome mais adequado para a chamada ‘quarta dose’, estará disponível para pessoas com 40 anos ou mais a partir da próxima terça-feira (21/06) no município do Rio de Janeiro. Desde o último dia 6, antes mesmo da recomendação do Ministério da Saúde, a segunda DR já era oferecida para pessoas acima dos 50 anos e profissionais de saúde no município.

A corrida pela segunda DR foi rápida com a nova onda da ômicron. Em apenas 10 dias após ofertada no município, 41,6% das pessoas acima de 50 anos já haviam tomado o segundo reforço até esta sexta-feira (17/6). A cobertura vacinal contra a Covid-19 na cidade é alta para a primeira e segunda doses, porém, muita gente ainda não tomou a dose de reforço, completando o esquema vacinal. No município, somente 53,8% da população total (68,7% da população acima de 18 anos) receberam a DR. 

Para receber a segunda dose de reforço, deve-se respeitar o intervalo mínimo de quatro meses após a primeira dose de reforço. A orientação é que o imunizante seja diferente do aplicado na primeira dose de reforço. Quem está com sintomas gripais não deve receber o imunizante, mas sim procurar uma clínica da família ou centro municipal de saúde para realizar um teste de covid-19.

Aos que estão com Covid-19, a recomendação é aguardar 28 dias a partir do início dos sintomas. Ao se vacinar, é necessário apresentar um documento original com foto e CPF e, se possível, a caderneta de vacinação. Mais informações e a lista de pontos de vacinação estão disponíveis em https://coronavirus.rio/vacina.

Rio vacinou 53,7% da população com uma dose de reforço

A cidade do Rio de Janeiro aplicou a primeira dose de reforço contra a covid-19 em 53,7% da população. Segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde, o percentual é bem inferior aos 88,3% que receberam as duas primeiras doses ou a dose única da Janssen.

Entre os adolescentes, aqueles que receberam a dose de reforço são apenas 23%. Já na faixa etária entre 20 e 29 anos, o percentual é de 46%. A cobertura da dose de reforço entre os que têm de 30 a 39 anos sobe um pouco (53%).

Considerando s crianças de 5 a 11 anos de idade, que ainda não estão recebendo a dose de reforço, o percentual daqueles que não tomaram nenhuma dose da vacina chega a 21%.

Postos abertos

Para imunizar a população contra a covid-19, os postos de saúde da cidade do Rio de Janeiro abrem nesta sexta (17) e amanhã das 8h às 12h. Estão sendo aplicadas as duas primeiras doses da vacina para todos com cinco anos ou mais que ainda não se vacinaram.

A primeira dose de reforço está sendo aplicada a todos que têm 12 anos ou mais, enquanto a segunda dose de reforço é destinada à população com 50 anos ou mais e a trabalhadores da saúde com pelo menos 30 anos.

O intervalo entre a primeira e a segunda doses varia de acordo com o tipo de vacina: Pfizer (21 dias), CoronaVac (4 semanas), AstraZeneca (8 semanas).

Já o intervalo entre a segunda dose e a primeira dose de reforço é de, no mínimo, 4 meses para a Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca. Para quem se imunizou com a dose única da Janssen, o intervalo para a primeira dose de reforço é de 2 meses.

O intervalo entre a primeira dose de reforço e a segunda é de 4 meses, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Letalidade

A taxa de letalidade da covid-19 na cidade atingiu 8,7% no primeiro ano da pandemia. Foram 284,7 óbitos por 100 mil habitantes. No ano seguinte, quando se iniciou a vacinação, a letalidade recuou para 5,6% e as mortes caíram para 241,7 por 100 mil habitantes.

Em 2022, com a maioria da população já imunizada, inclusive crianças e adolescentes, a taxa de letalidade despencou para 0,3%. Foram 26,8 mortos em cada 100 mil habitantes.

Estudo avalia efetividade do reforço de Pfizer e Coronavac contra Ômicron

Uma pesquisa da Fiocruz divulgada em abril analisa a efetividade das doses de reforço contra a Covid-19. Diante dos surtos de Ômicron em países com alta cobertura de vacinas de vírus inativado, o estudo avaliou o ganho de proteção que a terceira dose forneceu a adultos brasileiros que tinham completado o esquema vacinal com duas doses de CoronaVac.

Para isso, os pesquisadores analisaram três cenários: pessoas vacinadas apenas com a série primária de CoronaVac (duas doses), com dose de reforço homóloga (três doses de CoronaVac) e heteróloga (duas doses de CoronaVac + reforço de Pfizer). Este último grupo foi o que apresentou maior e mais duradoura proteção contra a Covid-19 grave.

No período de predominância da Ômicron, a eficácia da vacina em até seis meses após a segunda dose de CoronaVac foi de 8,1% contra Covid-19 sintomática e de 57% contra desfechos graves da doença. Com uma terceira dose da mesma vacina, a eficácia contra a Covid sintomática foi de 15% e, contra a Covid-19 grave, de 71,3%.

Já com uma terceira dose da Pfizer, a proteção aumenta de forma significativa: 56,8% contra a Covid-19 leve e 85,5% contra os casos graves. Enquanto o declínio da eficácia da vacina contra a Covid-19 sintomática foi observado 90 dias em ambos os tipos de reforço, o declínio de eficácia contra as formas graves da doença só foi observado após um reforço homólogo.

A principal conclusão do estudo é que uma dose de reforço homóloga de CoronaVac fornece proteção adicional limitada, enquanto uma dose de reforço de Pfizer proporciona proteção sustentada contra a forma grave da doença por pelo menos três meses.

Os resultados reforçam a recomendação do Ministério da Saúde, em nota técnica divulgada em novembro de 2021, para que o Brasil priorizasse a utilização de vacinas de RNA mensageiro (Pfizer) na dose de reforço, independentemente do esquema vacinal primário. Em caso de falta de doses de Pfizer, a pasta sugere o uso, de maneira alternativa, de vacinas de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca).

Metodologia

Os pesquisadores utilizaram um desenho de teste negativo (TND) com caso-controle, método que consiste em comparar dois grupos opostos para avaliar a eficácia de um tratamento – neste caso, a vacinação. Com base em dados de e-SUS, Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e Programa Nacional de Imunização (PNI), eles analisaram informações de adultos que completaram a série primária vacinal com duas doses de CoronaVac e fizeram testes para infecção por Covid-19 em todo o país.

Entre 6 de setembro de 2021 e 10 de março de 2022, um total de 1.339.986 casos positivos foram combinados com 1.339.986 pessoas cujo teste deu negativo, formando o grupo controle. A primeira análise se concentrou no período de 25 de dezembro de 2021 a 10 de março de 2022, de maior circulação da variante Ômicron.

Na sequência, os cientistas confrontaram essas descobertas com as do período anterior, de 6 de setembro de 2021 a 14 de dezembro de 2021, quando a variante Delta era a predominante no Brasil.

Com SMS e Agência Fiocruz

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