Vida sem Fumo: ‘Eu levei um grande susto e resolvi parar de vez’

Chefe do RH do Instituto Nacional de Cardiologia conta que descobriu um problema no coração e decidiu abandonar o cigarro. Hoje, apenas 7,5% das mulheres fumam

Rosayne Macedo

Ela é profissional da área de Saúde há mais de 30 anos e trabalha dentro do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro, uma das principais referências no atendimento cardiológico do país. Mesmo sabendo dos riscos que o cigarro traz para a saúde do coração, Neila Fernandes voltou a fumar após 17 anos parada. Foi preciso um grande susto para ela se conscientizar de que deveria parar de vez, o que ocorreu há quase três meses.

Em entrevista exclusiva ao ViDA & Ação, durante a cerimônia de lançamento da nova campanha antitabagismo do Ministério da Saúde na sede do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Neila contou como foi essa experiência. E o que a fez parar, agora de vez. Esta história de superação marca a décima matéria da série especial Vida Sem Fumo, que trouxemos esta semana em nosso site.

Neila conta que fumou da adolescência até engravidar de sua filha, dando uma pausa de 17 anos com o vício, mas num momento de ansiedade, decidiu voltar a fumar e, ficou presa mais 4 anos no tabagismo. Após sentir fortes dores no peito e ser identificada com doença coronariana, ela decidiu abandonar o cigarro. “Desde saí do hospital, nunca mais fumei. Agora é para valer. Não botei mais um cigarro na boca, não fui mais ao fumódromo”, diz ela. Ela ainda revela os ‘truques’ que encontrou para não fumar.

Eu fui buscar atividade física, tentar mudar hábitos de alimentação. Como no meu caso foi um grande susto, eu abandonei mesmo. É importante a pessoa olhar para onde quer estar daqui a cinco, dez anos. Fazer comparação de fotos, observar a mudança. Dependendo da idade, as mudanças são mais rápidas”, comenta.

Apenas 7,5% das brasileiras fumam

Dados inéditos do Ministério da Saúde apontam que a frequência do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras sofreu queda de 36% entre 2006 e 2017. Nos últimos anos, a prevalência de fumantes caiu de 15,7%, em 2006, para 10,1% em 2017. Os novos números foram divulgados na última quarta-feira (30), após a cerimônia em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco, na sede do  Inca, no Rio de Janeiro.

Em 2016, o número total de adultos que fumam era de 10,2%. A frequência de fumantes, em 2017, é maior no sexo masculino (13,2%) do que no feminino (7,5%). Se analisada por faixa etária, a frequência de fumantes é menor entre os adultos com 65 anos e mais (7,3%). Já as faixas etárias de 18 a 24 anos (8,5%) e 35 a 44 anos (11,7%) apresentaram um pequeno aumento em relação ao ano anterior, quando foram registrados 7,4% e 10%, respectivamente.

A frequência do hábito de fumar foi maior entre os adultos com menor escolaridade (13,2%), e cai para 7,4% entre aqueles com 12 anos e mais de estudo. O inquérito também mostrou que entre as capitais do país com maior prevalência de fumantes estão Curitiba (15,6%), São Paulo (14,2%) e Porto Alegre (12,5%). Salvador foi a capital com menor prevalência de fumantes (4,1%).

As informações são da pesquisa Vigitel 2017 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal e contou com 53.034 entrevistas.

Fonte: Ministério da Saúde, com Redação

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