São tantas emoções no fim de ano… e você, está preparado?

Psicóloga Miriam Pontes de Farias fala sobre os sentimentos que o clima de final de ano proporciona em um país enlutado pela pandemia

Foto meramente ilustrativa da iluminação de Natal na Esplanada dos Ministérios (Agência Brasil)

Por Miriam Pontes de Farias*

O final do ano é um período carregado de muitas emoções. Temos as confraternizações, as festas, a escolha e a compra dos presentes, muitos encontros, lojas e shoppings movimentados, e os lares se enfeitam esperando pelo Natal e pela virada do ano. Para alguns é um momento de alegria, mas para outros, é um momento de tristeza e solidão.

O Natal é uma celebração tradicional de origem cristã e geralmente é uma data em que nos reunimos com nossos familiares para confraternizar e reafirmar os nossos laços de amor, amizade, esperança e fé. Em nossa cultura, tanto a família quanto a reunião para a ceia de Natal têm uma importância muito grande.

Há quase dois anos estamos vivendo um momento difícil para todos nós, com a ameaça da contaminação pelo coronavírus e, atualmente, surgiu uma nova variante chamada ômicron, sobre a qual ainda não sabemos muito. Devemos, então, manter os cuidados e seguir as regras de prevenção orientadas pelos médicos.

Para quem sempre comemorou o Natal e perdeu algum ente querido, torna-se difícil celebrar a data sem a presença daquele ou daqueles familiares que se foram. É o que ocorre em muitas famílias que ainda estão enlutadas  Acrescente-se a isso muitas cobranças e um bombardeio das redes sociais alardeando que todos devem estar felizes.

Mas, como fazer para atender a essas cobranças? O mais importante é você perceber o que se passa com você para não se agredir, se não estiver com vontade de sair ou festejar, coloque a sua posição na relação com o outro e fale que você não tem desejo de participar dos festejos. Mas lembre-se de que essa avaliação é sua, e que, em geral, é mais produtivo participar das reuniões sociais, mesmo que seja para “arejar” a mente, e você pode se recolher mais cedo para descansar o corpo ou preservar suas emoções.

Outros são sozinhos, há os que estão longe de seus familiares, ou ainda aqueles que não têm boa relação familiar. Nesses casos o que fazer? Temos capacidade de adaptação e, não devemos pensar no que não temos, e sim, pensar no que podemos. Muitas pessoas elegem pessoas amigas e queridas, como sendo: mãe, pai, irmão, irmã ou primos. Pode-se aproveitar para valorizar essas pessoas escolhidas como familiares e celebrar juntos as festas de final de ano, sem deixar de exercitar as tão necessárias trocas afetivas.

É comum que várias pessoas façam um balanço das suas vidas quando chega o fim do ano e, muitas vezes, percebem que não conseguiram atingir suas metas definidas. Seja porque colocaram metas inalcançaveis ou porque não fizeram nada para realizá-las. As metas podem ser: fazer um curso, uma graduação ou especialização, mudar de casa ou de trabalho, melhorar o salário, livrar-se de um relacionamento tóxico, praticar uma atividade física, fazer uma dieta ou realizar uma viagem, dentre muitas outras coisas.

Quando a retrospectiva de sua vida é realizada e você percebe que não realizou ou mesmo cumpriu, pouco ou nada do que havia planejado, isso pode provocar muita tristeza, desânimo, frustração, sentimentos e pensamentos de incapacidade e até sintomas depressivos.

Porém, é mais do que normal que as pessoas esperem que o ano seguinte seja melhor. Mas, e suas ações? O que estão fazendo para que o próximo ano seja, de fato, melhor? Se ficarmos somente desejando ou mentalizando que o ano que vem será melhor, sem nada fazer pra que isso se realize, nada, ou muito pouco, mudará.

É importante agir para que aconteçam as mudanças que você deseja para a sua vida. Não se lamente pelo que não aconteceu, mas procure observar qual aprendizado você pode tirar das suas experiências. O que você pode fazer diferente para ter um ano próspero e do jeito que você deseja.

Muitas vezes as pessoas não conseguem realizar os seus objetivos por questões emocionais. Algumas não acreditam em seu potencial, não ousam sair da zona de conforto, têm baixa auto-estima, sentem-se deprimidas, procrastinam ou são ansiosas demais. Quando perceber que essas questões estão impedindo o seu progresso pode ser a hora de procurar a ajuda de um profissional que poderá te auxiliar a vencer essas barreiras. Um psicólogo é o profissional habilitado e capacitado para te auxiliar em qualquer questão de origem emocional.

Boas Festas!

* Miriam Pontes de Farias é psicóloga (CRP 05/25815), pós-graduada em Hipnose Clínica, professora, conferencista internacional, palestrante, coordenadora e supervisora de grupos há mais de 20 anos. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose (SBH) e ministra cursos de Hipnose Clínica, Regressão de Memória e Auto-hipnose.

Contatos: [email protected] / facebook.com/AHipnose’ / Instagram: @miriam.psi.hipnose /www.miriamhipnose.com.br Tel.: (21) 99221-8462 (WhatsApp)

Miriam escreve para a seção ‘Palavra de Especialista’ uma vez por mês. Contatos: [email protected]

Leia outros artigos da especialista

Efeito Marília Mendonça: como encarar o medo de viajar de avião?
Finados e luto: como lidar com perdas irreparáveis
Entenda a diferença entre ansiedade e transtorno de ansiedade
Depressão não é frescura, nem bobagem: entenda os sinais
Hipnose x insônia: dicas para uma noite de sono tranquilo
Auto-hipnose para o equilíbrio do corpo e da mente: aprenda a fazer
10 dicas para manter o equilíbrio  e superar a crise
Hipnose pode tratar ansiedade causada pelo confinamento
Hipnose é forte aliada para superar o vício do cigarro

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

In the news
Leia Mais